Qual o futuro das peneiras de futebol?

As peneiras digitais de futebol vão mudar tudo no processo de seleção de futuros ídolos? Essa pergunta está entre as grandes preocupações de jovens que sonham em se tornar jogadores profissionais. Mas também está mexendo com a cabeça de treinadores, assistentes técnicos, agentes de jogadores e olheiros, além das diretorias de clubes de futebol em todos os continentes.

O antigo método de concentrar centenas de adolescentes em uma única praça de esportes e, em apenas um dia, dar a eles uma chance de entrar em campo para tentar impressionar o selecionador e olheiros de clubes, está sendo posto à prova. Os custos financeiros, psicológicos e riscos traumatológicos decorrentes da inscrição dos rapazes ou moças para participarem da tradicional peneira, têm sido vistos como muito altos.

É preocupante o estresse causado aos familiares e seus jovens jogadores quando estes, em meia hora, têm de mostrar que são mais talentosos e possuidores de mais qualidades técnicas e físicas do que dezenas de outros candidatos, enfrentando um time de jogadores que já estão treinando no clube por terem sido escolhidos em peneiradas anteriores. Além do mais, se no grupo novos candidatos aparecer um deles com pinta de craque, provavelmente algum jogador do time “da casa”, que já havia sido aprovado em outra peneirada, será dispensado sem qualquer cerimônia. Imagine com que vontade este jogador vai entrar para desarmar o candidato. E quem não é escolhido na peneira volta para casa se sentindo derrotado e sem saber por não foi aprovado.

Nas novas peneiras digitais, os jovens candidatos a estágios e séries de treinamento em clubes, enviam a técnicos os seus dados como cidadão ou cidadã, juntamente com seu perfil atlético e vídeos em que demonstram suas competências e talento como jogadores, gravados em jogos habituais. Os que nesta pré-seleção se destacam são indicados diretamente a um clube ou são expostos via internet a clubes, seus técnicos e olheiros no mundo inteiro, abrindo caminho a um eventual convite para participar do programa de treinamento de um ou mais clubes por um período destinado a testar sua adequação às necessidades do time. O estresse que estes procedimentos causam é, indiscutivelmente, bem menor do que acontece nas peneiras tradicionais. Será que tudo vai mudar?

Peneiras de futebol, verdadeiras máquinas de moer jovens.

Milhões de crianças e adolescentes no mundo sonham em se tornar jogadores profissionais de futebol e, para isso, submetem-se às “peneiras” de clubes, tanto dos famosos quanto dos que nem chegam a disputar campeonatos oficiais de qualquer
divisão, por mais baixa que seja.

Os pais de meninos ou meninas chegam a gastar imprudentemente suas economias para viajar centenas de quilômetros com seus filhos a fim de que se juntem a dezenas de outros jovens ao lado do campo. Ali ficam aguardando a ordem para, em poucos minutos, tentarem chamar a atenção dos organizadores da peneira e de olheiros, que buscam encontrar talento em algum deles. Acabam-se os poucos minutos e, tremendo de ansiedade, 99% dos que jogaram, não escutam os seus nomes como escolhidos para mais testes no clube. O organizador do evento agradece a participação deles e diz para não desanimarem e tentarem estar em novas peneiras. E é só.

Na volta para casa, sem saber porque não foi escolhido e menos ainda porque outros poucos foram, e sem ter recebido qualquer orientação sobre o que têm de consertar no seu jogo, esses meninos e meninas acabam de ter seu orgulho ferido para o restante de suas vidas.

Tem de haver outra solução menos traumatizante. O Grêmio, grande clube brasileiro que já foi até Campeão Mundial, anunciou publicamente que não faria mais a antiga peneira e que passaria a selecionar seus candidatos a ídolos exclusivamente por meio da análise por seus técnicos de vídeos dos jogadores, enviados ao clube. Parece que,
finalmente, vai existir a humanização da “máquina de moer” sonhos e jovens: está surgindo a era da peneira digital de futebol.

A vida de técnico de futebol é fácil ou difícil ?

Uma grande diferença a favor da vida de técnico é que, ao contrário dos árbitros e dos jogadores, ele corre bem menos riscos de levar uns tapas. Também corre bem menos em campo e, enquanto se dá bem com os jogadores que dirige, é chamado de professor.

Porém é o profissional campeão mundial de ser chamado de burro. Afinal se nós torcedores, subconscientemente, nos julgamos capazes de atuar na seleção nacional, quando se trata do técnico nós temos consciente e plena certeza de que dirigiríamos o time melhor do que ‘aquele idiota’ contratado a peso de ouro.

Entretanto, dificilmente nos perguntamos se aguentaríamos as pressões que um técnico tem de aguentar e que vêm de todos os lados principalmente sob forma de fogo amigo. Em países cuja estrutura organizacional do futebol está em níveis mais altos o técnico e seus assistentes gozam de razoável estabilidade e o desgaste de sua
imagem profissional é mais lento e lhe dá muitas chances para se reerguer.

Mas, em geral, mundo afora e no Brasil ser técnico de futebol é um ato de enorme coragem. Vencer, vencer, vencer é a única exigência que lhe fazem torcedores, imprensa e quem o contratou. E ai daquele que começar a perder, perder, perder.

Conclusão : bom mesmo deve ser trabalhar como jogador ou juiz de futebol.